OS PROGRAMAS DE ENSINO ELEMENTAR NOS CURSOS DE “TREINAMENTO” DOS PROFESSORES LEIGOS DOS MUNICÍPIOS BAIANOS: o que dizem sobre o contexto socioeconômico, político e educacional da Bahia da década de 1950?

Eliene Barbosa Lima, Inês Angélica Andrade Freire

Resumo


Neste artigo, focamos a nossa atenção em analisar os programas, em especial o de aritmética, dos cursos de formação dos professores voltados ao ensino elementar nas escolas do interior baiano e do seu meio rural para uma interpretação do contexto socioeconômico, político e educacional da Bahia da década de 1950.  Para tanto, prioritariamente, fizemos uso de uma literatura vigente sobre a história da Bahia e de dois programas de ensino produzidos nessa década, além de um breve diálogo com o sociólogo Elias em torno de sua obra “O processo civilizador”.  Alinhando-se aos propósitos do governo federal, o governo da Bahia buscou intervir uniformemente nos municípios, distritos e povoados baianos, notadamente rural, regulamentando a sua campanha do ensino elementar, tendo como uma de suas principais ações ampliar o quadro de professores leigos via cursos de “treinamento”,  vislumbrando o progresso, a civilização e a modernidade dessas localidades. Contudo, consideramos que isto não foi plenamente materializado, diante da discrepância entre os programas de ensino propostos para “treinar” os regentes leigos municipais e os programas de ensino que deveriam ser seguidos nas escolas da capital e do interior, em particular em relação aos saberes matemáticos.  


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Revista de História da Educação Matemática

Indexadores, Base de Dados e Repositórios:

HISTEMAT - Revista de História da Educação Matemática, e-ISSN: 2447-6447
Sociedade Brasileira de História da Matemática

Licença Creative Commons
HISTEMAT esta licenciada com a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.