O ENSINO DO DESENHO NO CURSO PRIMÁRIO: uma investigação sobre as suas finalidades (século XIX e primeira metade do XX)

Marcos Denilson Guimarães

Resumo


Este artigo reúne resultados de uma pesquisa de doutorado que buscou investigar em perspectiva histórica que transformações sofreram as finalidades do ensino do Desenho no curso primário, no período de 1829-1950. Usa como referenciais teóricos os estudos de Chervel (1990) para o entendimento de finalidades escolares; os estudos de Trouvé (2008, 2010) acerca da concepção do par elementar/rudimentar e os pressupostos advindos da história cultural de Chartier (1990). A partir da análise das fontes examinadas constatou-se que o ensino do Desenho sempre exerceu presença importante como matéria deste curso. E que sua organização se deu de dois modos distintos: ora comportou-se sob a forma de elementos e ora sob uma base de rudimentos. Sob a forma de elementos, servia de acesso a saberes mais elaborados, cuja aprendizagem de conceitos abstratos e estritamente teóricos atrelava-se a um tipo especial de saber avançado, denominado geometria euclidiana. Encarado como rubrica de rudimentos (a partir de Rui Barbosa e em toda a primeira metade do século XX), o ensino do Desenho passou a ser visto mais como um meio de articulação com a vida cotidiana, meio de habilitar as crianças para profissões futuras, desenvolver as suas faculdades intelectivas e motoras, promover a observação, educar o julgamento e desenvolver o seu sentido estético. 


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