PROBLEMATIZANDO A FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS NO ESTADO DE SÃO PAULO: bastidores dos primeiros cursos

Karina Aparecida da Silva, Maria Edneia Martins-Salandim

Resumo


Neste artigo apresentamos considerações acerca do processo de criação dos primeiros cursos de formação de professores indígenas no estado de São Paulo. Os dois primeiros cursos dessa natureza foram oferecidos pela Faculdade de Educação da USP em parceria com a Secretaria de Educação do Estado (SEE-SP): o Magistério Indígena Novo Tempo (MagIND), oferecido entre 2002 e 2003; e o curso de Formação Intercultural Superior do Professor Indígena (Fispi), oferecido entre 2005 e 2008. Além disso, em 2014, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ganhou o processo de licitação da SEE-SP para o oferecimento de um novo Curso Intercultural Indígena, porém este não chegou a ser implementado. Tais percepções nos foram possíveis, principalmente, a partir de cinco narrativas, constituídas segundo o referencial da História Oral, com representantes da SEE, lideranças indígenas e professores envolvidos nesse processo. Nesse cenário percebemos embates, entraves e contradições. A elaboração das propostas desses cursos ocorreu nas correlações de forças entre diferentes instituições e modos de pensar a educação escolar indígena: as universidades envolvidas, os grupos de pesquisa ou comissões de elaboração, a Funai e as lideranças indígenas, a SEE-SP e o NEI, o CEE e o CNE, as políticas e propostas de Governos.


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